Após mudar de nome e apostar tudo na realidade virtual, a Meta está a reduzir operações no metaverso. Mas isso pode beneficiar a realidade virtual, dizem especialistas à Euronews Next.
E agora?É começo da decadência ou encolhimeto da IA do grupo META-FACEBOOK,THEADS,INSTAGRAM E WHATS APP?
Por que a bolha de IA precisa estourar
O arranque de 2026 cravou o último prego no caixão do metaverso, o mundo digital em tempos apontado por Mark Zuckerberg como o futuro da interação humana.
Depois de apostar tudo neste cesto virtual e até de mudar o nome da empresa para refletir o papel central que o metaverso teria no negócio, o CEO da Meta praticamente abandonou a ideia.
A Meta anunciou no início de janeiro despedimentos na divisão Reality Labs, cortando 10% dos postos de trabalho, sobretudo ligados ao desenvolvimento do metaverso, incluindo engenheiros de dados, engenheiros de software e programadores de jogos.
O relatório de resultados do quarto trimestre, divulgado na quarta-feira, confirmou as fortes perdas da divisão: segundo a Meta, o negócio de realidade virtual acumulou prejuízos de 19,1 mil milhões de dólares (16 mil milhões de euros) no último ano, dos quais 6,2 mil milhões (5,2 mil milhões de euros) apenas no quarto trimestre.
Zuckerberg disse aos investidores, na conferência de resultados, que a Meta continuará a desenvolver a área de realidade estendida (XR), sobretudo wearables com IA como os óculos Ray-Ban da empresa.
Agora que o mais visível campeão do metaverso avança para outros horizontes, onde fica a realidade virtual (RV) e os mundos digitais? Especialistas disseram à Euronews Next que a saída da Meta pode não ser uma má notícia.
Porque falhou o metaverso?
Quando Zuckerberg mergulhou de cabeça no metaverso, o mundo era bem diferente. A sociedade ainda recuperava da pandemia de COVID-19; o trabalho remoto estava em alta e a vida social tinha migrado para plataformas digitais como o Zoom.
Para George Jijiashvili, analista sénior principal no grupo de investigação e consultoria tecnológica Omdia, que acompanha a evolução da RV há mais de uma década, isto foi uma oportunidade de ouro para a Meta se posicionar como líder da próxima grande plataforma informática.
“A Meta sente-se bastante incomodada por depender totalmente do iOS, da Apple, e do Android e da Google Play Store, ambos da Google”, disse Jijiashvili à Euronews Next.
“Por isso, a principal ambição da Meta e de Mark Zuckerberg era apostar que [o metaverso] seria a próxima plataforma informática e ser a empresa a liderar essa nova plataforma”, acrescentou.
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