Cian Barbosa é um sociólogo, pesquisador e professor brasileiro conhecido por suas análises sobre a digitalização da vida, tecnologia, filosofia e política. Ele atua como colunista em veículos como o Opera Mundi e integra projetos de formação crítica e cultural. [1, 2, 3]
Formação e Pesquisa
Formação acadêmica: Graduação em Sociologia pela UFF, mestrado em Psicologia pela UFF, e doutorados em Filosofia pela UNIFESP e em Psicologia pela UFRJ. [1, 2]
Temas de estudo: Relação entre tecnologia, algoritmos, crítica da cultura, ideologia das grandes empresas de tecnologia (big techs) e psicanálise. [1, 2, 3]
Atuação Profissional
Colunista e ensaísta: Escreve artigos e participa de programas de debate em portais de notícias e análises geopolíticas.
Docência: Atua como professor e coordenador em iniciativas de ensino e extensão, como cursos voltados para a interface entre tecnologia, filosofia e psicanálise no Centro de Formaçã
*A Palantir Technologies é uma empresa americana de software de inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados, fundada em 2003 por Peter Thiel e Alex Karp, com forte atuação nos setores militar, governamental e comercial corporativo. [1, 2]
Perfil e Atuação
Fundação e Sede: Criada em 2003, está sediada em Miami, Flórida, nos Estados Unidos.
Clientes Governamentais: Fornece plataformas de integração de dados para agências de defesa e inteligência como a CIA, o FBI e a NSA.
Clientes Comerciais: Atende grandes empresas globais de diversos setores, como Airbus, Panasonic, Merck e a equipe Ferrari de Fórmula 1. [1, 2]
Principais Plataformas
Palantir Gotham: Utilizada principalmente por órgãos de defesa e investigações para conectar dados dispersos e identificar padrões operacionais. [1]
Palantir Foundry: Direcionada a empresas comerciais para otimizar a gestão de dados em ambientes industriais e corporativos. [1, 2]
Plataforma de Inteligência Artificial (AIP): Focada em integrar decisões orientadas por IA em tempo real com governança e proteção de dados. [1]
Se você fizer a descomprometida perguntinha no Google, “como foram os últimos anos de Orides Fontela”, é isto o que a Inteligência Artificial da megacorporação vai responder:
“Os últimos anos de vida da poeta e filósofa Orides Fontela, na década de 1990, foram marcados por grave precariedade financeira, isolamento e deterioração da saúde. Apesar do grande reconhecimento acadêmico e de prêmios como o Jabuti, ela viveu em condições de extrema vulnerabilidade em São Paulo.
Os principais eventos do final de sua vida incluem:
• Situação Financeira Extrema: Sobrevivia com uma aposentadoria irrisória (cerca de R$ 423 na época) e dependia da ajuda de amigos para custear o básico.
• Despejo e Moradia: A autora de livros como Teia chegou a sofrer despejo do apartamento onde morava na região da Vila Buarque e precisou voltar a viver na Casa do Estudante, dividindo espaço com jovens.
• Exposição Midiática: Em 1996, uma rara aparição no programa Fantástico revelou ao público nacional a triste realidade de uma das maiores poetas do país vivendo na miséria."
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Parte 2
Mas agora ela é a homenageada da Flip. Alguns vão ganhar um bom dinheiro em cima da paupérrima defunta. Tudo, claro, em nome da “genial obra da poeta”, morta na miséria e no abandono. Aos escritores, escritoras e escritorxs que vão participar dos festejos literários em Paraty, badalando, fofocando e cavando um lugarzinho ao sol, eu faço três descompromissadas perguntinhas: não acham tudo isso uma tremenda sacanagem? Não sentem uma pontinha de vergonha? Não acham que o espírito de Orides – se houver algum tipo de energia que sobreviva à podridão do corpo – deve estar soltando fogo pelas ventas e tramando algum tipo de vingança, junto com a também sacaneada (bem mais recentemente) Márcia Denser?
Não, né?
Beleza, divirtam-se.
PS: Não adianta ficarem putos comigo. Fiquem putos com os que sacaneiam os vivos.
PS2: E não adianta fingir que não leu. Tô ligado. Bem ligado.
Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 24 de abril de 1940 na cidade de São João da Boa Vista (SP) e faleceu em 2 de novembro de 1998 em Campos do Jordão (SP). Graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Exerceu o magistério na rede estadual de ensino e foi bibliotecária em várias escolas. Recebeu o Jabuti em 1983 e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1996. O Ministério da Cultura concedeu-lhe em 2007 a Ordem do Mérito Cultural, categoria Grã-Cruz. Apesar das crises depressivas e da penúria financeira, teve êxito ao produzir uma poesia original e que “flui bela como uma água densa”. Sua obra poética compreende os seguintes livros: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986), Trevo (1988), Teia (1996), Poesia Reunida (2006) e Poesia Completa (2015). Assim Antonio Candido pronunciou-se sobre a sua poesia: “Orides Fontela tem um dos dons essenciais da modernidade: dizer densamente muita coisa por meio de poucas, quase nenhumas palavras, organizadas numa sintaxe que parece fechar a comunicação, mas na verdade multiplica as suas possibilidades. Denso, breve, fulgurante, o seu verso é rico e quase inesgotável, convidando o leitor a voltar diversas vezes, a procurar novas dimensões e várias possibilidades de sentido.” A sua fortuna crítica inclui análises de Marilena Chauí, Augusto Massi, Flora Süssekind, Davi Arrigucci Jr., Alcides Villaça, Haquira Osakabe e muitos outros que se interessaram pela sua pequena mas sugestiva obra. Em 2015, Gustavo de Castro publicou o livro O Enigma Orides, biografia da poeta.