A verdade ou ficção solapou a vida de um dos clássicos da literatura nacional.
Sexualidade é algo ,ainda hoje polêmico e perigoso, por incrível que pareça,
quando somos resultado dele.
O sexo é vida,é bom e precisa ser desmistificado.
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HOMOFOBIA E MORTE:
O AUTOR QUE FOI DESTRUÍDO
PELO PRÓPRIO TALENTO!
FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS
Raul Pompeia nasceu em 1863, em uma das famílias mais ricas e tradicionais do Rio de Janeiro. Extremamente inteligente, profundamente sensível e formado em ambiente de elite, levava para a escrita tudo o que experimentava com intensidade.
Em janeiro de 1888, Raul publicou o livro "O Ateneu", romance baseado em suas vivências da adolescência em um internato. O livro causou impacto imediato: críticos o exaltaram, e muitos chegaram a considerar o melhor livro já escrito em língua portuguesa até então.
No livro "O Ateneu", o protagonista Sérgio é um adolescente que estuda em um luxuoso colégio interno, onde enfrenta humilhações, pressões psicológicas, conflitos internos e relações homossexuais com outros garotos. Essa sinceridade emocional, muito ousada para a época, se voltaria contra o autor.
Raul Pompeia era um defensor firme da Abolição e da República. Isso o colocou em choque direto com os conservadores, e com escritores influentes.
Passaram a dizer que o personagem Sérgio era o próprio Raul confessando os seus desejos, usavam passagens do livro para acusar o escritor de ser homossexual.
O que mais atacava Raul era o poeta Olavo Bilac, com quem travou discussões cada vez mais intensas. A rivalidade cresceu a tal ponto que Raul chegou a desafiar Olavo para um duelo de espada, mas o confronto foi impedido pelas autoridades antes que acontecesse.
Nesse período, Raul Pompeia assumiu cargos importantes, entre eles o de diretor da Biblioteca Nacional, o que aumentou sua exposição e o tornou alvo ainda mais fácil de ataques. A perseguição e a homofobia foi se tornando cada vez mais dura. E Raul, que era muito sensível e emocionalmente vulnerável, foi se isolando.
Na noite de Natal de 1895, profundamente ferido e exausto, Raul tirou a própria vida. A escolha da data não foi por acaso: simbolizava o peso emocional que ele carregava, a sensação de injustiça e o fim de um ciclo de hostilidade que não conseguira suportar.
Alguns anos após o suicídio de Raul, o próprio Olavo Bilac, seu mais duro inimigo, acabou reconhecendo a genialidade de Raul Pompeia e exaltando "O Ateneu" como uma obra-prima incontestável.
Hoje, "O Ateneu", o livro que custou a vida do autor, é considerado um dos maiores clássicos da literatura brasileira e continua sendo amplamente estudado e solicitado em escolas e universidades de todo o país
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