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terça-feira, 7 de abril de 2026

Os desafios da educação profissional e tecnológica-( ou e a colonização ideológica da tecnologias e suas sombras na Educação)- Por OUTRASPALAVRAS

 

FOTO POR OUTRAS PALAVRAS

Eis nosso desafio da atualidade, o ensino e as influências do mercado,como uma Ideologia que perpassa o currículo, tenta matar ou abolir as Ciências Sociais,e nisto caimos no abismo : o pós humano e a fragmentação da verdade.Ser  e estar são comandados pela frequência do lucro, do modismo do rentismo e não temos mais a verdade do humano analógico, imperfeitocontraditório, mas humano demasiado humano.

O ensino técnico é priorizado  e o exercito de reserva, gramscisniano está posto.A justiça cambaleia e a desigualdade se esparrama na ilusão que compomos um todo igual, doce ilusão.

Educar vai pro ar, pois este verbo não apenas é uma ação de entrega de conhecimento,mas sobretudo do conhecimento do ser e estar como humano na vida.

A tecnologia quando não mais ver o humano e o toma como enquadrado num único padrão esquarteja o SER e nada mais sobra que a ARISTOCRACIA DAS TENCOLOGIAS e  sua crueldade de gula  de carteis ,países imperialistas.O neoliberaismo contraditorio na sua essência destroi toda e qulquer sentido de democracia, pois o homem é um ser político em todos os seus momentos do despertar ao acordar. Daí  o homem morreu ou agoniza  na cruz do capital, a educação falhou vez que  ela é revolucionária por princípio  e assim não sendo:  não é pelo homem, e não há mais humano. Paulo Vasconcelos

Abaixo leiam o texto de OUTRAS PAlAVRAS;

https://bit.ly/4ve3Ic7

Os desafios da educação profissional e tecnológica

Ampliação da oferta de vagas é muito importante, mas não basta. Enfrentar a desigualdade no ensino técnico exige reconhecer seu valor social, políticas de permanência, capilarização regional e currículo alinhado às transformações do mundo do trabalho

Por 

A pergunta de Axel Honneth sobre a “textura da justiça” convida a deslocar o olhar das normas abstratas para as experiências concretas de reconhecimento (ou de sua negação) que atravessam a vida social. Trata-se de compreender a justiça não apenas como distribuição de bens ou oportunidades, mas como a qualidade das relações sociais que permitem aos sujeitos desenvolverem-se como membros plenos da vida coletiva. Ao transpor essa chave analítica para o campo das políticas de educação profissional e tecnológica, evidencia-se que os desafios contemporâneos não se limitam à expansão da oferta ou à atualização curricular, mas dizem respeito à forma como essas políticas produzem (ou não) condições de reconhecimento para os estudantes, especialmente aqueles historicamente situados em posições de vulnerabilidade.

Os dados produzidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em especial por meio do Censo Escolar que foi recentemente divulgado, permitem identificar tendências relevantes nas últimas décadas. Observa-se uma ampliação significativa da oferta de educação profissional, tanto na forma integrada ao ensino médio quanto nas modalidades concomitante e subsequente. Essa expansão, impulsionada por políticas públicas e por mudanças no marco regulatório da educação básica, indica um reconhecimento crescente da importância estratégica dessa etapa formativa para o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, ao mesmo tempo em que se ampliam as matrículas, persistem desigualdades estruturais que tensionam o ideal de justiça educacional.

Entre essas desigualdades, destaca-se a forte concentração regional da oferta, com maior presença de cursos técnicos em determinadas regiões e vazios formativos em outras, especialmente em territórios mais vulneráveis. Soma-se a isso a segmentação entre redes públicas e privadas, que frequentemente se traduz em diferenças nas condições de infraestrutura, na qualificação docente e nas oportunidades de articulação com o mundo do trabalho. Tais assimetrias revelam que a expansão não tem sido acompanhada por uma efetiva democratização das condições de acesso e permanência, o que compromete a possibilidade de construção de trajetórias formativas mais equitativas.


Sob a perspectiva da “textura da justiça”, esses dados ganham densidade interpretativa ao evidenciar déficits de reconhecimento em múltiplas dimensões. Em primeiro lugar, há um problema histórico de valorização social da educação profissional. Ainda que se observe, nos últimos anos, um esforço de reconfiguração dessa imagem, persiste a associação entre formação técnica e trajetórias de menor prestígio social, em contraste com a centralidade atribuída ao ensino superior. Essa hierarquização simbólica afeta diretamente as escolhas dos estudantes e de suas famílias, bem como as expectativas construídas em torno dessas trajetórias.

Em segundo lugar, emerge a questão da integração curricular. A proposta de articulação entre formação geral e formação técnica, especialmente no âmbito do ensino médio integrado, constitui uma das principais inovações das políticas recentes. No entanto, sua implementação enfrenta obstáculos significativos, que vão desde a organização dos tempos e espaços escolares até a formação dos docentes. Em muitos casos, observa-se a manutenção de uma lógica dual, em que os componentes técnicos e propedêuticos coexistem sem uma efetiva integração, limitando o potencial formativo dessas experiências. Do ponto de vista do reconhecimento, isso implica uma fragmentação das experiências educativas, dificultando a construção de sentidos mais amplos para a aprendizagem.

Outro aspecto relevante diz respeito às condições concretas de oferta. Os dados do Censo Escolar evidenciam variações significativas entre instituições e redes, tanto em termos de infraestrutura quanto de recursos pedagógicos e vínculos com o setor produtivo. Essas diferenças produzem experiências educacionais desiguais, que impactam diretamente as possibilidades de aprendizagem e inserção no mundo do trabalho. Em contextos mais precarizados, a educação profissional pode acabar reproduzindo trajetórias de baixa qualificação, em vez de funcionar como um vetor de mobilidade social.

A questão da permanência e da conclusão também se apresenta como um dos principais desafios. Os indicadores de evasão, especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade social, revelam a fragilidade dos vínculos institucionais e a insuficiência das políticas de apoio. Sob a ótica da “textura da justiça”, a evasão não pode ser compreendida como um fenômeno individual, mas como um sinal de que as instituições não estão conseguindo produzir condições adequadas de reconhecimento. Isso envolve desde questões materiais (como transporte, alimentação e acesso a recursos) até dimensões simbólicas, como o sentimento de pertencimento e a relevância percebida do percurso formativo.

Nesse sentido, políticas de assistência estudantil, acompanhamento pedagógico e flexibilização curricular assumem um papel central. No entanto, sua implementação ainda é desigual e, em muitos casos, insuficiente para enfrentar a complexidade dos desafios colocados. A construção de estratégias mais integradas, que articulem diferentes dimensões da experiência estudantil, aparece como uma condição necessária para a promoção de trajetórias formativas mais consistentes.

Outro eixo fundamental de análise refere-se à governança das políticas de educação profissional e tecnológica. A multiplicidade de atores envolvidos (sistemas de ensino, instituições formadoras, setor produtivo e diferentes níveis de governo) exige a construção de arranjos institucionais capazes de promover coordenação e coerência. Contudo, o que se observa com frequência é uma fragmentação das iniciativas, com baixa articulação entre políticas educacionais, econômicas e de desenvolvimento regional. Essa desarticulação compromete a capacidade de resposta das políticas às dinâmicas territoriais e às demandas dos jovens.

A ausência de mecanismos mais robustos de participação social também limita a construção de políticas mais sensíveis às experiências dos sujeitos. A incorporação das vozes dos estudantes, dos docentes e das comunidades nos processos decisórios constitui um elemento central para a construção de políticas mais justas, na medida em que amplia as possibilidades de reconhecimento e de construção coletiva de sentidos. Sem essa dimensão participativa, há o risco de reprodução de modelos tecnocráticos, pouco atentos às especificidades dos contextos locais.

Além disso, as transformações no mundo do trabalho colocam novos desafios para a educação profissional. A incorporação de tecnologias digitais, a reorganização dos processos produtivos e a crescente instabilidade das trajetórias ocupacionais exigem uma formação que vá além da aquisição de competências técnicas específicas. Torna-se necessário promover o desenvolvimento de capacidades mais amplas, como pensamento crítico, autonomia e capacidade de adaptação. Isso implica repensar os currículos e as práticas pedagógicas, de modo a articular conhecimentos técnicos e formação humana de forma mais integrada.

Diante desse cenário, os desafios das políticas de educação profissional e tecnológica demandam uma reconfiguração que leve a sério a dimensão relacional da justiça. Isso significa reconhecer que a democratização dessas políticas não se realiza apenas por meio da ampliação de vagas ou da diversificação da oferta, mas pela capacidade de produzir experiências formativas que sejam socialmente significativas e que contribuam para o fortalecimento dos sujeitos em suas trajetórias.

Tal reconfiguração envolve, entre outros aspectos, o enfrentamento das desigualdades territoriais, a valorização social da educação profissional, o fortalecimento da integração curricular e a construção de formas de governança mais articuladas e participativas. Exige, também, o investimento em políticas de permanência que reconheçam a complexidade das condições de vida dos estudantes e que consigam sustentar sua trajetória ao longo do percurso formativo.

Em última instância, pensar as políticas de educação profissional e tecnológica a partir da “textura da justiça” implica deslocar o foco dos resultados estritamente quantitativos para a qualidade das experiências educativas. Trata-se de compreender que a justiça educacional se realiza na medida em que os sujeitos se reconhecem — e são reconhecidos — como participantes legítimos da vida social, capazes de construir projetos de vida dignos e de intervir de forma crítica no mundo em que vivem.

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domingo, 29 de março de 2026

A exposição à poluição da guerra pode resultar no desenvolvimento de câncer e doenças crônica

 

                                           NATIONAL GEOGRAPHIC

A PROLIFERAÇÃO DOS RESÍDUOS DA GUERRA ESTÃO NO AR LEVADOS PELOS VENTOS E JUNTO COMM A POLUIÇÃO FABRIL E AUTOMOTIVA ,BEM COMO QUALQUER FUMAÇA PODE SER A CAUSA ,ENTRE OUTRAS DO CANCER,O USO DA MÁSCARA ATENUUA ,ASSIM COMO ÓCULOS...CUIDADO!

PAZ E ECOLOGIA E FILTROS NAS CIDADES E CARROS ELÉTRICOS,CONTUDO A FABRICAÇÃO DESTES ÚLTIMOS GERA POLUIÇÃO.

SE CORRER O BICHO PEGA SE FICAR O BICHO COME

O HOMEM COME  O HOMEM


TEXTO GOOGLE IA

 A fumaça resultante de combates e guerras fica suspensa no ar por longos períodos e representa um risco significativo de saúde pública, incluindo o potencial de causar câncer. Esse tipo de poluição contém uma mistura tóxica de partículas finas e compostos químicos que podem ser inalados, afetando não apenas os combatentes, mas principalmente a população civil nas proximidades.
Como a fumaça de guerra causa doenças:
  • Composição Tóxica: Bombardeios e incêndios urbanos liberam substâncias perigosas, como amianto, dioxinas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs) e metais pesados.
  • Partículas Finas (PM2.5): Pequenas partículas com menos de 2,5 micrômetros podem penetrar profundamente no sistema respiratório e entrar na corrente sanguínea, causando inflamações e danos ao DNA.
  • Risco de Câncer: A exposição crônica a esses poluentes aumenta consideravelmente o risco de câncer de pulmão, além de outros tipos de câncer.
  • Destruição de Infraestrutura: A queima de prédios, veículos e materiais industriais durante os ataques espalha materiais cancerígenos no ar.
Impactos a Longo Prazo:
  • Efeitos na População Civil: Mesmo após o fim dos conflitos, a poeira e os detritos contaminados permanecem no ambiente, colocando em risco quem vive e trabalha no local.
  • Saúde a Longo Prazo: Estudos apontam que a exposição à poluição da guerra durante a infância ou o combate pode resultar no desenvolvimento de câncer e doenças crônicas na vida adulta.
Além da fumaça, a contaminação da água e do solo com metais pesados também contribui para os riscos de doenças a longo prazo.




ESTRELOU-SE TEREZA G.ROZOWIKYWIAT.

 

                                                           Tereza Rozowykwiat e o filho Daniel Rozowykwiat (Foto: Karol Rodrigues/DP)


Aos 74 anos estrelou-se TEREZA G.ROZOWIKYWIAT, TECA ,TEREZA, OU APENAS O OLHAR.

Era de extrema sensibilidade, fiel amiga e uma poeta da palavra.

Amou, desamou, mas viveu intensidades como  as flores dos rios do Recife, como  as baronesas passantes.

Seus almoços e jantares fartos tinham a delicadeza das mangabas,ou rúculas e mangas recifenses.

Sua atenção ,como jornalista, à história era intensa e cromática,talvez herança e incentivo da mãe-TEREZA COSTA REGO.

Pintou o seu céu com a companhia dos filhos amigos e famílias outras,em que sempre se destacou pelo olhar atento , sagaz e terno aos que saboreavam a vida com ela,mas como a vida e todas as vidas, se foi,devagar mesmo com dor  foi altiva. como poucas mulheres.

Sabia dos outros em situações adversas e compartia com sua mão  sempre,era um ser político intenso.

Seus fihos-Daniel ,André e Joana  e irmã  Laura ficam   com um bocado do que ela tecia como cestas para flores raras do campo  em bocados avantajados e com  entornos de alecrim.

Fica em minha memória alguns desabafos e  docilidade  como poucas amigas,mesmo estando distante, ao falarmos via fone, sua voz grave planava e não contava o tempo que algumas vezes tivemos face a face.

E  parodiando o poeta-LORCA- vai Tereza,mas fica os mangues mais secos e duros-.

Só  me resta acreditar no seu estrelamento com a garganta apertada e a memória viva.

Não direi adeus para satisfazer a morte, direi vai e plaina sobre o cosmos.


quinta-feira, 26 de março de 2026

A MISÉRIA DE UM IMPÉRIO DECADENTE CRIANÇAS CATIVEIRO ISRAEL E EE UU

 




ISTO É OS SIONISTAS E OS EEUU

VEJAM VÍDEO E DEPOIMENTO

A MISÉRIA DE UMIMPERIO DECADENTE

CRIANÇAS CATIVEIRO ISRAEL E EE UU



🚨ISSO É UMA BOMBA Você achava que a Ilha de Epstein era ruim? Israel construiu a única prisão militar do mundo destinada a CRIANÇAS. As crianças são submetidas a espancamentos, tortura e estupro com frequência. A taxa de condenação nos tribunais chega a 99,7%. Isso se aplica apenas a crianças não judias. 🔗 Jvnior () (x.com/i/status/20360) TRADUÇÃO DO VÍDEO "Após o interrogatório, as crianças eram trazidas para cá para serem julgadas na prisão militar de Jerusalém. O exército não permitia que ninguém entrasse no pátio. Já estive atrás dessas paredes três vezes. Vi crianças arrastando os pés pelo pátio, algemadas e acorrentadas. Algumas audiências duravam 60 segundos. Vi um menino gritar o nome da prisão para que sua mãe soubesse onde ele estava detido. Vi o juiz condenar algumas crianças sem sequer olhar para elas uma única vez. Na verdade, o que vi foi uma esteira rolante de crianças condenadas. Acho que isso dá uma ideia de quão eficiente é a perspectiva militar. De acordo com o relatório anual dos tribunais militares, os tribunais têm uma taxa de condenação de cerca de 90% em tempos de guerra. É isso mesmo. O menino palestino condenado por atirar pedras será sentenciado a cerca de três meses de prisão. A Agência das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, solicitou a divulgação de um comunicado sobre o sistema israelense. Após o interrogatório, as crianças foram levadas para a casa, onde foram ameaçadas com violência física, confinamento solitário e agressão sexual contra elas mesmas ou um membro da família. O relatório constatou que essa prática era generalizada, sistemática e institucionalizada em todo o sistema. Desde o momento em que a criança era presa, até o processo de sentença. No mês passado, sob pressão de grupos de direitos humanos, Israel interrompeu a prática de longa data de manter crianças durante a noite em gaiolas ao ar livre. As crianças eram mantidas congelando nas gaiolas durante tempestades de neve." Pergunte ao Grok se isso é verdadeiro...

quarta-feira, 25 de março de 2026

Las raíces negras de la música argentina -TELESUR

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«Mostramos que sí hay negros en Argentina, aunque nos quisieron negar», cuenta María Elena Lamadrid, testimonio vivo de la cultura Afroargentina. Foto: Nicolás Hernández


5 de octubre de 2025 Hora: 16:16


Con sus 91 años, María Elena Lamadrid, máxima referente de la música afroargentina, lleva una vida reivindicando a través del canto y el baile el legado de sus antepasados esclavizados. En esta nota deja atrás el mito de la «Argentina blanca» recordando que los negros también construyeron al país.

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María Elena Lamadrid (Buenos Aires, 1934) pasó gran parte de su vida escuchando que “en Argentina no hay negros”; sin embargo, nunca llegó al absurdo de dudar de su propia existencia. Muy por el contrario, María Elena dedicó sus años a presentar en distintos escenarios los bailes y los cantos de tambores aprendidos de sus mayores, demostrando no solo que hubo y hay negros argentinos, sino que también fueron parte fundamental en las luchas por la independencia del país y en la construcción de aspectos fundamentales de la cultura y la identidad nacional como son el Tango, la Milonga y el Candombe. 

En el último tiempo, con el apoyo de antropólogos y musicólogos como Norberto Pablo Cirio o Augusto Guarnieri, María Elena Lamadrid cumplió algunos pasos importantes en este proceso de reparación histórica para con sus antepasados, los llamados “afro-argentinos del tronco colonial”, quienes llegaron al actual territorio argentino como esclavos en los años de la dominación española. En 2023 María Elena pudo hacer sonar los tambores afro-porteños en las prestigiosas salas del Teatro Colón de Buenos Aires y en 2024 encabezó una serie de conciertos en el importante Centro Cultural Kirchner

A fines de ese mismo año, a sus 90 años, la  cantante, bailarina y compositora finalizó la grabación de su primer álbum musical: “Afroargentina”, disponible para su escucha en Spotify y otras tiendas digitales. El material está integrado por tangos, rumbas, boleros y candombes afro-porteños de tradición oral.  

“Yo nunca canté, siempre bailé” aclara María Elena, quien trabajó durante 9 años con el conocido cantor de tangos Alberto Castillo“Grabando “Afroargentina” pasé el mejor momento de mi vida. Cada tema del disco tiene su importancia, no está por azar. El primer tema que canto a capella [Taro y Señora Santana], era un tema que me cantaba mi abuela a mí para hacerme dormir… son recuerdos de mi infancia, de mi niñez (…) Sentí compañía y amor para hacer el disco… no tengo palabras para decir lo agradecida que estoy”.

Entrevistamos por primera vez a María Elena en noviembre de 2024, días antes de la primera de sus presentaciones en el Centro Cultural Kirchner. La nota tuvo lugar en Paso del Rey, una localidad del conurbano bonaerense cercana a Merlo, región en donde vive la mayor cantidad de afro-porteños del tronco colonial.

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María Elena Lamadrid baila durante la presentación de la asociación afroargentina de la que es parte, Misibamba, en el Centro Cultural Kirchner (CCK), el pasadol 23 de noviembre de 2024. Ese día, la cantante y bailarina presentó su último álbum, Afroargentina. Foto: Nicolás Hernández

-¿Usted hace muchos años que vive aquí? 

-Sí. Yo nací en Flores [Ciudad de Buenos Aires] y a los 22 años me vine para Merlo. Yo soy quinta generación de esclavos. Mis antepasados se ve que fueron esclavos del General Araoz de Lamadrid (…) Todos los negros que estamos acá en Argentina, todos los negros que no son migrantes, todos venimos de ser esclavos, nuestros antepasados fueron esclavos.

Sin embargo, circula mucho ese discurso de que en la Argentina no hay negros…

-No quieren comprender ni entender que aquí hubo esclavos negros. La mayoría de los apellidos de los Afro son nombres de esclavistas, apellidos de esclavistas, porque cuando los trajeron de África los vendían, le revisaban los dientes, los ponían con grilletes y con bozal para que no se transmitieran los idiomas, aunque en realidad venían de diferentes tribus. Eso lo hacían para que no hubiera rebelión y bueno, después los compraban los que tenían plata…

Acá estuvieron los Aborígenes y los Afro. Los Aborígenes también lucharon por este país. Pero tampoco se dice. Por qué quisieron ocultar todo eso no sé; no sé por qué quieren hacer un país de europeos nada más, decir que vinieron de España, de Italia. Está bien que vinieron, pero después que se liberó este país, que se pudiera sacar a los ingleses y a los españoles, que eran los que dominaban el país. Por eso lucharon San Martín, Belgrano y muchos otros. Mirá vos cuanta cosa sin conocerse, no por racismo, sino por desconocimiento. Ahora mostramos que sí hay negros en Argentina, aunque nos quisieron negar.

-¿Y eso se charlaba en la mesa cuando usted era chica? ¿Se hablaba de racismo?

-No. Mis abuelos nunca sufrieron por ser negros, al menos a mí me transmitieron una entereza muy linda. Que era igual que todos, que había que respetar al otro. Y muchas veces [algunas personas] pasaban y te tocaban la cabeza para que le dieras suerte. Y bueno, a mí mis abuelos me enseñaron “mira, lo hace porque no sabe, te toca la cabeza una vez le explicás, pero dos veces no te la toca.” Hay que tener el respeto hacia el otro, porque sí hace esas cosas es porque no sabe. 

***

María Elena Lamadrid aprendió el Candombe desde muy niña en el caserón en el que vivía con su familia afro-porteña en el barrio de Flores, en Argerich al 350, donde funcionaba el salón “La Armonía”. En ese lugar, se organizaban bailes una vez por mes. En esas ocasiones sonaban tangos de la guardia vieja, folklore o música de la época; sin embargo, el Candombe se tocaba y se bailaba puertas para adentro.

“No se tocaba candombe en los bailes” deja en claro María, aunque también señala como excepción los encuentros en la Casa Suiza de Rodriguez Peña al 254, donde se bailaba con tambores en el subsuelo. “El candombe únicamente era en las reuniones. Antes la familia se reunía. No tenían día para reunirse, charlaban y decían ‘Bueno, hoy nos reunimos para estar en familia’. En mi casa eran como sesenta. Y bueno, almorzábamos y después que se almorzaba, se corría la mesa, entraban cuatro, cinco o seis tambores, los que hubiera. Ahí yo aprendí el Candombe, yo tendría diez años cuando aprendí el Candombe.”

Podemos imaginar al escenario de esas reuniones como una de esas típicas casas antiguas con un gran patio en el centro y todas las piezas alrededor. María Elena recuerda que en esos almuerzos  se comía asado, empanadas o “minestrón” (un guiso de porotos y mondongo) y de postre “ollitas” que eran como pastelitos con fruta cortada. Ya en la sobremesa  “se salía en pareja a bailar”.

“Cuando terminaba una pareja aplaudíamos y salía otra. En mi casa no se bailaba en rondas, estábamos parados todos”.  María también cuenta que la falta de tambores no era excusa para no tocar Candombe: “Alguien agarraba una botella y un cuchillo y le daban con la botella y el cuchillo, con lo que venía, con las ollas y así quedaban abolladas las ollas de la abuela. Era una cosa de familia.”

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Foto: Nicolás Hernández

-¿Qué significa para usted el Candombe?

-Es parte de mi vida, de mis sentimientos, de mi familia, de mis abuelos, de los esclavos. Todo ese “para atrás” que hubo, yo lo llevo. No sé. Siento los tambores. Cuando me digo “no, yo no voy a bailar porque ya tengo edad”, no puedo no bailar, aunque sea un poquito bailo, ¡los tambores me pueden!

-¿Su abuelo era músico?

Tamborero. También teníamos un abuelo, al que le decíamos abuelo, pero era un migrante que había venido de África y que como era mayor le decíamos abuelo. Y él cantaba los Candombes africanos. Los Candombes africanos que canto me los enseño él. El primer Candombe que quería que siempre cantara era Misibamba, por eso cuando funde la Asociación [que se propone la difusión de la historia de los Afroargentinos] en memoria de él le puse Misibamba. ¡Y no sabes el abuelo como cantaba y como tocaba! En casa se tocaba Candombe, pero él agarraba el tambor y parece que lo hacía hablar por el ritmo que le daba. Nosotros nos sentábamos en el suelo y mirábamos como bailaban todos y después que bailaban todos, nos dejaban salir a nosotros y bailábamos. 

-¿Y qué significa para usted poder hacer esta música de los ancestros de su familia en los escenarios? 

-Nunca pensé que iba a pasar esto, porque yo los Candombes  me los guardé siempre y yo pensaba que eran para mí, hacía los mandados y cantaba. Y cuando me encuentro con [el antropólogo] Pablo Cirio que andaba por todas las casas me dice “María Helena esos Candombes lo tenemos que dar a conocer”. Yo le decía que no, que yo lo canto para mí, para acordarme de mis abuelos, de mi vida, de mi infancia… pero bueno, lo hicimos y seguimos. (…) Yo canto los Candombes  y me acuerdo de mi infancia, son cosas que te agarras fuerte porque te pertenecen.

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Foto: Nicolás Hernández

-Incluso acá en Argentina es más conocido el Candombe uruguayo. ¿Qué diferencia hay entre el Candombe porteño y el montevideano? 

En Brasil y en Uruguay dejaron más negros, tocan Candombe uruguayo, cada país lo toca a su manera. El Candombe uruguayo es con palo y nosotros con la mano. El sonido es distinto, ellos lo tocan muy como si fuera compacto. Incluso salen comparsas. Nosotros lo tocamos como viene. La milonga viene del candombe. Lo tocamos en un ritmo más acentuado y más parecido a la milonga que se acopló cuando estaba el Candombe y salió la Milonga y salió el Tango. Es que la Milonga y el Tango salieron del Candombe. 

-¿Y cuál es su sueño? ¿Cree que ya se cumplió? 

-No, nunca. Para mí los sueños nunca se terminan. Lo que yo quiero es trasmitirlo a otro para que sigan. Nosotros trabajamos para que todo eso que pasó con nuestros antepasados se visibilice.