Tereza Rozowykwiat e o filho Daniel Rozowykwiat (Foto: Karol Rodrigues/DP)
Aos 74 anos estrelou-se TEREZA G.ROZOWIKYWIAT, TECA ,TEREZA, OU APENAS O OLHAR.
Era de extrema sensibilidade, fiel amiga e uma poeta da palavra.
Amou, desamou, mas viveu intensidades como as flores dos rios do Recife, como as baronesas passantes.
Seus almoços e jantares fartos tinham a delicadeza das mangabas,ou rúculas e mangas recifenses.
Sua atenção ,como jornalista, à história era intensa e cromática,talvez herança e incentivo da mãe-TEREZA COSTA REGO.
Pintou o seu céu com a companhia dos filhos amigos e famílias outras,em que sempre se destacou pelo olhar atento , sagaz e terno aos que saboreavam a vida com ela,mas como a vida e todas as vidas, se foi,devagar mesmo com dor foi altiva. como poucas mulheres.
Sabia dos outros em situações adversas e compartia com sua mão sempre,era um ser político intenso.
Seus fihos-Daniel ,André e Joana e irmã Laura ficam com um bocado do que ela tecia como cestas para flores raras do campo em bocados avantajados e com entornos de alecrim.
Fica em minha memória alguns desabafos e docilidade como poucas amigas,mesmo estando distante, ao falarmos via fone, sua voz grave planava e não contava o tempo que algumas vezes tivemos face a face.
E parodiando o poeta-LORCA- vai Tereza,mas fica os mangues mais secos e duros-.
Só me resta acreditar no seu estrelamento com a garganta apertada e a memória viva.
Não direi adeus para satisfazer a morte, direi vai e plaina sobre o cosmos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário