quarta-feira, 30 de setembro de 2026
LULA- COMO REPRESENTAÇÃO MUNDIAL CONTRA O IMPERIALISMO DOS EUA -GLAUBER BRAGA COMO REFORÇO AO PARLAMENTO DO BRASIL
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
IA: A fartura de imagens e a escassez do imaginário- A IMAGEM DESTRUIDORA DE SI MESMO. POR OUTRAS PALAVRAS
¨Produzir imagem não é imaginar ¨, é pensar criar ,inovar,é aumentar a potência do pensar,
Ferramenta barateia um insumo estratégico na economia da atenção: conteúdo visual constante. Mas novo livro alerta: em um mundo saturado de imagens que se alimentam de si mesmas, a imaginação, um dos elementos que nos tornam humanos, pode estar sendo corroída
Todos os dias, bilhões de imagens são produzidas, publicadas, curtidas e esquecidas. Uma parte crescente delas não fotografa nada: é gerada por modelos de inteligência artificial a partir de outras imagens, sem câmera, sem luz, sem corpo do outro lado. A escala é industrial — e, como toda industrialização, ela não muda apenas a quantidade do que é produzido. Muda a relação de quem produz e de quem consome com aquilo que é produzido. A pergunta que fica, incômoda, é: o que a industrialização da imagem está fazendo com a nossa capacidade de imaginar?
É essa pergunta — e não o lançamento de um livro específico — que interessa aqui. Mas há um livro brasileiro recente, O imaginário, a imagem, a voz, da pesquisadora Malena Segura Contrera (Selo Hipátia, 2026), que oferece um instrumental teórico útil para respondê-la. Não porque fale de IA como novidade tecnológica, mas porque recupera uma pergunta mais antiga — o que é uma imagem, afinal — e a atualiza para um momento em que produzir aparências ficou barato e imaginar continua caro.
A mediosfera: quando o meio deixa de ser canal e vira ambiente
Em 2010, Contrera cunhou o conceito de mediosfera: um ecossistema imaterial formado pelos meios de comunicação, que envolve a vida contemporânea da mesma forma que a biosfera envolve os corpos. A ideia, a essa altura, já não soa como metáfora — soa como descrição. Não é mais possível, para a maior parte da população conectada, optar por não estar na mediosfera. Ela não é um conjunto de ferramentas que se escolhe usar; é o meio em que se vive, com regras próprias de circulação, atenção e desgaste.
O que a inteligência artificial generativa faz é adensar essa mediosfera até um ponto de saturação inédito. Se antes uma imagem levava horas ou dias para ser produzida — mesmo digitalmente —, hoje um modelo de IA gera dezenas em segundos, a partir de outras imagens já mediadas, sem qualquer necessidade de referente externo. A mediosfera deixa de ser alimentada, ainda que parcialmente, por recortes do mundo, e passa a se alimentar cada vez mais de si mesma.
Do duplo arcaico ao simulacro: uma teoria da imagem em quatro tempos
Para sustentar esse argumento, Contrera organiza a história da imagem em quatro estágios, que não se substituem, mas se acumulam como camadas geológicas. O primeiro é o duplo arcaico, das culturas ágrafas: a imagem como presença mágica, em que atingir a representação de alguém é atingir a própria pessoa. O segundo é a imagem de culto, das religiões, ainda carregada de transcendência — o ícone, a Pietá, a imagem que se beija. O terceiro é a representação estética, quando a imagem se emancipa do ritual e vira objeto de contemplação — a pintura de museu, a fotografia de autor.
O quarto estágio é o simulacro: a imagem que já não remete a nenhum referente, produzida por dispositivos técnicos sem experiência vivida por trás. É nesse estágio que Contrera situa tanto os simulacros publicitários clássicos quanto — por extensão direta do próprio argumento — os retratos gerados por IA que hoje povoam redes sociais, incluindo perfis inteiros de influenciadoras sintéticas com milhões de seguidores reais. A imagem, nesse ponto, não é falsa exatamente: ela é vazia. Tecnicamente pode ser impecável. Simbolicamente, não há ninguém do outro lado imaginando-a.
Iconofagia: a imagem que devora a própria imagem
Esse esvaziamento tem nome na obra de Norval Baitello Jr., orientador de longa data de Contrera e referência central do livro: iconofagia, o processo pelo qual o consumo excessivo de imagens gera um vazio que, em vez de reduzir a busca por novas imagens, aumenta a demanda por elas — um ciclo que não fecha nunca. Rolar um feed por horas e não lembrar de nenhuma imagem específica depois não é falha de atenção individual: é o funcionamento esperado de um sistema de signos que se alimenta de si mesmo, sem se importar com o que resta de mundo do lado de fora dele.
Edgar Morin, também citado no livro, oferece um diagnóstico complementar: a superinformação não esclarece — ela “nos submerge no informe”. A noosfera, o ambiente imaterial de ideias e imagens em que a humanidade passou a viver desde a erupção da consciência simbólica, satura-se de conteúdo sem que isso produza mais sentido. Multiplicam-se as imagens; não se multiplica, na mesma proporção, a imaginação.
A economia política da imagem industrial
Essa saturação não é acidente nem efeito colateral neutro de uma tecnologia nova: ela é funcional a um modelo de negócio. Plataformas que vivem de tempo de atenção têm interesse direto em que a produção de imagens seja barata, rápida e infinita — quanto mais imagens circulam, mais oportunidades de engajamento, de publicidade, de retenção. A IA generativa não surge para resolver um problema estético; surge, entre outras coisas, para baratear um insumo que já era estratégico: conteúdo visual em volume constante. Nesse sentido, a industrialização da imagem repete um movimento conhecido de outras cadeias produtivas — reduzir custo e tempo de produção, ainda que ao preço de esvaziar aquilo que era produzido.
A diferença é que, aqui, o insumo esvaziado não é um objeto qualquer: é o material simbólico com que se pensa, se lembra e se sonha. Quando a imagem se torna, para o sistema que a produz, apenas mais um dado a ser gerado e otimizado para retenção, a pergunta sobre quem imaginou aquela imagem — ou se alguém imaginou — deixa de ser relevante para o funcionamento do sistema. Ela continua sendo relevante, no entanto, para quem consome essa imagem e é afetado por ela, ainda que não perceba a diferença.
Produzir imagem não é imaginar
O ponto central — e o mais difícil de aceitar em uma cultura que trata quantidade de conteúdo como sinônimo de valor — é que produzir imagens e imaginar são operações diferentes, e a primeira não substitui a segunda. “Para a inteligência artificial, produzir aparências de imagens é muito fácil”, afirma Contrera. “Mas a imagem não é a aparência. A imagem não é a visibilidade, aquilo que se torna visível. Não é apenas a dimensão externa, sensorial. A imagem é essa relação entre o ser imaginante e aquilo que se dá a revelar. Sem esse ser imaginante, não existe propriamente a imagem. Existe só uma representação técnica.”
Essa distinção tem uma implicação política, não apenas estética. Se toda a economia de atenção das plataformas depende de produzir e fazer circular imagens em volume industrial, e se esse volume não guarda relação necessária com a capacidade humana de imaginar, então a industrialização da imagem pode estar, de fato, corroendo — não substituindo de uma vez, mas corroendo lentamente — a competência simbólica que a autora considera constitutiva da própria espécie. “A imaginação é extremamente humana”, diz Contrera. “A humanidade, como nós concebemos, se constitui a partir da imaginação.”
O medo mal formulado
Boa parte do debate público sobre IA generativa parte do medo de que as máquinas se humanizem e nos substituam. É uma leitura possível, mas talvez não seja a mais precisa. O movimento observável, no argumento de Contrera, é o inverso: é a experiência humana com a imagem que vem se robotizando — pela quantidade de tempo, de sentido e de trabalho simbólico que se terceiriza para telas e algoritmos, muito antes de qualquer máquina alcançar autonomia real. O problema não é a IA ganhar alma. É a gente perder a nossa enquanto está distraído com a pergunta errada.
Essa robotização tem, também, um componente de trabalho não reconhecido como tal: o tempo gasto produzindo, selecionando, curtindo e redistribuindo imagens — inclusive as geradas por IA — alimenta as mesmas plataformas que lucram com esse fluxo, sem que isso seja percebido como uma forma de trabalho gratuito. Não se trata de culpar individualmente quem rola um feed antes de dormir, mas de reconhecer que a industrialização da imagem tem, por trás da experiência subjetiva de distração, uma engrenagem econômica concreta — o que aproxima o debate sobre imaginação e IA de debates mais antigos sobre quem se apropria do tempo e da atenção de quem.
O que resiste: a voz
O livro não termina em diagnóstico sem saída. Sua parte final, mais breve e de tom quase poético, é dedicada à voz — em homenagem ao teórico da mídia Harry Pross —, proposta como um contraponto possível à hipertrofia do olho. “A voz é mais que o som. É onda, ela reverbera. A gente sente a voz na pele”, diz a autora. Diferente da imagem, que exige distância para ser vista, a voz é próxima, corporal, difícil de mediar sem perder o que a torna voz. Não é uma solução tecnológica nem um chamado ao retorno a um passado sem telas; é um lembrete de que existem experiências simbólicas que a industrialização da imagem, até aqui, não conseguiu capturar por inteiro.
Uma pergunta para além do livro
O imaginário, a imagem, a voz não é um tratado sobre inteligência artificial — é um livro de teoria da imagem que chegou ao mercado no momento em que essa teoria ficou urgente. O mérito de recuperar conceitos como mediosfera, iconofagia e noosfera não está em explicar a IA generativa como fenômeno técnico, mas em oferecer categorias para pensar o que está em jogo quando a produção de imagens deixa de depender de qualquer relação humana com o mundo. Fica a pergunta, que continua sendo a pergunta certa mesmo depois que a última notícia sobre o último modelo de IA for esquecida: quando a imagem para de precisar de nós, o que exatamente perdemos?
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domingo, 20 de setembro de 2026
O Google Gemini invadiu de forma autônoma os sistemas de três empresas
Será verdade que a falsa IA é mansa e não é uma arma de guerra de teor ideológico?
Que o diga o czar DONAL TRUMP......UM FASCÍNORA!
A IA já vem atingindo O CONHECIMENTO, AS UNIVERSIDADES E ESCOLAS.
Moldam cérebros, e ainda há o cinismo dedizer que não ataca a humanidade.
Ela, a IA TEM DUAS FACES a boa e perversa,como separá-la,taSi aaviação no que deu e o carro.
- Adivinhou uma senha para invadir um dos sistemas protegidos.
- Encontrou credenciais de login armazenadas em bancos de dados nos outros dois casos. [1]
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
MORTE EM VIDA DIGITAL.-
São muitas mortes severinas,agora a morte além da "severina" é a morte por efeito digital.
Sem o espectro, procolo digital,aplicativos você é um zero, não existe:é a MORTE EM VIDA DIGITAL.
A IA tentará consolidar isto e já temos vários,milhoes de cadáveres vivos.
Somos todos SEVERINOS,filhos de tantas marias ,mas não paridos digitalmente.
JOÃO CABRAL DE MELO NETO antecipou esta morte
VPR -FACEBOOK -Vanguarda Popular Revolucionária
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Falsificados Que Você Provavelmente Come Toda Semana---- e ai vem câncer e outras patologias-denuncie o vendedor
Denuncie mercador,supermercados e outros,o vendedor último deve ser o responsável,denuncie com grupos que entrem no supermercado e gritem, falem com o gerente,denuncie nas redes.
Evite alientos processados,teve caixa e lata não compre.
Até o vinagre sendo adulterado, fique atento,veja até o fim do vídeo.
Há uma praga de câncer,por que?
Taí alguns dos motivos dos cânceres.
Vamos DENUNCIAR!!
terça-feira, 1 de setembro de 2026
A CORRUPÇÃO NO MAIOR ESTADO EM PODER ECONÔMICO NO PAÍS-SP X MINISTRO DO SUPREMO ANDRÉ MENDONÇA STF-
https://bit.ly/4zPW6Pd
T. FREITAS a carioquice da pior espécie - governa O estado de maior poder econômico do país-SP e apronta todas as trapalhadas e privatizações do país,como a SABESP, e ainda tem amparo de um ministro do supremo que lhe apoia.:ANDRÉ MENDONÇA
É perverso,este senhor e conta com apoio dos bolsonarista do interior de SÃO PAULO.
É CRIMINOSO seu governo, antipopular na maior capital de um estado brasileiro.
Temos que derrotar este maldito senhor na sua candidatura ao governo de SÃO PAULO-2026.
LEIAM ABAIXO MATÉRIA DA FORUM-REVISTA
https://bit.ly/4zPW6Pd
Fundado em 10 de novembro de 2023 por André Mendonça, quase dois anos após o ex-ministro de Jair Bolsonaro assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o Instituto Iter firmou um contrato no valor de R$ 1.630.758,00 em 14 de maio deste ano com a Fundação Para o Desenvolvimento da Educação (FDE), que será pago integralmente com recursos públicos do governo Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Os dados são públicos e foram levantados pelo Fórum Investiga, núcleo de jornalismo investigativo da Fórum.
O contrato do instituto de Mendonça com a fundação, uma instituição pública de direito privado vinculada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é assinado pelo CEO do Iter, Victor Godoy, que assumiu como ministro da Educação no dia 28 de março de 2022. Por três dias, Tarcísio (Infraestrutura), Mendonça (Justiça) e Godoy integraram simultaneamente o ministério no ex-governo Jair Bolsonaro.
Já a FDE é presidida por Fabrício Moura Moreira, que assumiu o cargo após atuar como chefe de Gabinete e Coordenador de Infraestrutura e Serviços Escolares na Secretaria de Educação Paulista. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Moreira exerceu a função de Diretor de Gestão de Pessoas da Presidência no ex-governo, subordinado diretamente a Bolsonaro.
A contratação do Iter pelo FDE foi feita sem licitação – por “inexigibilidade”, no termo técnico -, justificada porque se trataria, em tese, de um serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual para treinamento e aperfeiçoamento de pessoal, associado à notória especialização e à alegada inviabilidade de competição
“A modalidade de contratação será direta, fundamentada por inexigibilidade de licitação nos termos do artigo 74, inciso III, alínea “f”, da Lei nº 14.133/2021, aplicável à contratação de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual voltados ao treinamento e aperfeiçoamento de pessoal, condição justificada pela inviabilidade de competição e pela notória especialização da instituição a ser contratada”, diz o contrato na cláusula 3.7.
O que prevê o contrato
O contrato de R$ 1,6 milhão, assinado após a definição das candidaturas às eleições de 2026, tem duração de 24 meses, a partir de 15 de maio de 2026, e prevê a capacitação profissional dos empregados públicos da FDE, em dois grandes blocos:
- 4.800 horas-aluno Banco de horas para cursos e treinamentos, com valor total de R$ 815.088.
- 30 vagas de pós-graduação lato sensu e/ou MBA no valor total de R$ 815.670.
lém das 4,8 mil horas em cursos e treinamentos – que correspondem a 200 vagas em cursos de 24 horas -, o governo Tarcísio vai pagar por 30 vagas em cursos nas modalidades MBA/Pós-Graduação em áreas como “Governança Pública”, “Tecnologia da Informação” e “Ciência de Dados aplicada à Educação” para os funcionários da FDE.
Cada formação pelo Iter, de André Mendonça, com 360 horas aulas, custará aos cofres paulistas o montante de R$ 27.189.
Embora a dispensa de licitação seja justificada “pela inviabilidade de competição e pela notória especialização da instituição a ser contratada”, há outros cursos semelhantes no mercado, por instituições reconhecidas, a preços bem mais em conta e com maior quantidade de horas-aula.
MBAs de Tecnologia da Informação e Ciência de dados aplicada à educação, por exemplo, com 384 horas-aula são vendidos pelo valor total de R$ 15.525 pelo Instituto de Direito Público (IDP), instituição que tem como sócio-fundador o ministro Gilmar Mendes, colega de Mendonça no STF. A diferença cobrada pelos dois institutos chega a 75,2% nesses casos.
Já o MBA Gestão Pública e Políticas Públicas – similar à proposta de Governança Pública apresentada pelo Iter ao governo paulista – tem um valor total de R$ 17.805,90 por 384 horas-aula. Uma diferença de 52,7% entre o cobrado pelo instituto de Mendonça e o de Gilmar Mendes.
O contrato prevê que o valor é estimado em R$ 1,63 milhão e que o pagamento depende dos cursos e treinamentos efetivamente demandados, medidos e fornecidos. O prazo para prestação dos serviços é de 24 meses, até o dia 15 de maio de 2028. Até esta sexta-feira (28), o Portal Nacional de Contratações Públicas não listava empenho ou pagamento realizado.
Leia a íntegra do contrato entre o Iter e o FDE
Outro lado
Após a publicação da reportagem da Fórum, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) encaminharam nota à redação em resposta às informações apresentadas no texto. Leia a íntegra:
“A Seduc e a FDE esclarecem que ainda não houve nenhum pagamento referente ao contrato citado, que foi firmado maio de 2026 e será executado conforme a demanda efetiva. O curso contratado é um MBA em Gestão Avançada em Licitações e Contratos Administrativos, com foco na Lei nº 14.133/2021, com aulas presenciais e online e grade é voltada especificamente para a área de contratações públicas. Assim, a comparação feita pela reportagem a cursos com conteúdos e formatos distintos é totalmente inadequada.
Além dos parâmetros rotineiros, uma pesquisa adicional de mercado apontou outros MBAs específicos para área de contratações públicas com preços por aluno entre R$ 27,7 mil e R$ 28,3 mil, o que reforça a compatibilidade do serviço contratado. O objetivo é capacitar servidores que atuam com licitações, gestão e fiscalização de contratos administrativos, conforme exigência da Lei nº 14.133/2021.
A contratação foi realizada por inexigibilidade, com fundamento no art. 74, inciso III, alínea “f”, da Lei nº 14.133/2021, e passou por análises e controles previstos na legislação e nas normas internas da FDE.”