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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Orides Fontela- uma poeta sendo explorada por uma FEIRA, cujo balaio exibe a hipocrisia e crueldade

 

...
Fala
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Não há piedade nos signos e nem no amor: o ser é excessivamente lúcido e a palavra é densa e nos fere.

(toda palavra é crueldade.)



O Poeta exclama sobre outra poeta  Orides Fontela!

A idiosincrasia, a contradição,o perverso na homenagem.

Ademir Assunção merece nosso respeito diante desta homenagem cínica,em que o uso do nome da poeta é pro marketing,apenas:

VEjam no texto as palavras de Ademir,que aqui as trago


J’ACCUSE
(ALGUÉM TEM QUE FAZER ISSO)
Parte 1
Se você fizer a descomprometida perguntinha no Google, “como foram os últimos anos de Orides Fontela”, é isto o que a Inteligência Artificial da megacorporação vai responder:
“Os últimos anos de vida da poeta e filósofa Orides Fontela, na década de 1990, foram marcados por grave precariedade financeira, isolamento e deterioração da saúde. Apesar do grande reconhecimento acadêmico e de prêmios como o Jabuti, ela viveu em condições de extrema vulnerabilidade em São Paulo.
Os principais eventos do final de sua vida incluem:
• Situação Financeira Extrema: Sobrevivia com uma aposentadoria irrisória (cerca de R$ 423 na época) e dependia da ajuda de amigos para custear o básico.
• Despejo e Moradia: A autora de livros como Teia chegou a sofrer despejo do apartamento onde morava na região da Vila Buarque e precisou voltar a viver na Casa do Estudante, dividindo espaço com jovens.
• Exposição Midiática: Em 1996, uma rara aparição no programa Fantástico revelou ao público nacional a triste realidade de uma das maiores poetas do país vivendo na miséria."
*****
Parte 2
Mas agora ela é a homenageada da Flip. Alguns vão ganhar um bom dinheiro em cima da paupérrima defunta. Tudo, claro, em nome da “genial obra da poeta”, morta na miséria e no abandono. Aos escritores, escritoras e escritorxs que vão participar dos festejos literários em Paraty, badalando, fofocando e cavando um lugarzinho ao sol, eu faço três descompromissadas perguntinhas: não acham tudo isso uma tremenda sacanagem? Não sentem uma pontinha de vergonha? Não acham que o espírito de Orides – se houver algum tipo de energia que sobreviva à podridão do corpo – deve estar soltando fogo pelas ventas e tramando algum tipo de vingança, junto com a também sacaneada (bem mais recentemente) Márcia Denser?
Não, né?
Beleza, divirtam-se.
PS: Não adianta ficarem putos comigo. Fiquem putos com os que sacaneiam os vivos.
PS2: E não adianta fingir que não leu. Tô ligado. Bem ligado.
Ver menos

https://ermiracultura.com.br/2018/01/27/cinco-poemas-de-orides-fontela/

Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 24 de abril de 1940 na cidade de São João da Boa Vista (SP) e faleceu em 2 de novembro de 1998 em Campos do Jordão (SP). Graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Exerceu o magistério na rede estadual de ensino e foi bibliotecária em várias escolas. Recebeu o Jabuti em 1983 e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1996. O Ministério da Cultura concedeu-lhe em 2007 a Ordem do Mérito Cultural, categoria Grã-Cruz. Apesar das crises depressivas e da penúria financeira, teve êxito ao produzir uma poesia original e que “flui bela como uma água densa”. Sua obra poética compreende os seguintes livros: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986), Trevo (1988), Teia (1996), Poesia Reunida (2006) e Poesia Completa (2015). Assim Antonio Candido pronunciou-se sobre a sua poesia: “Orides Fontela tem um dos dons essenciais da modernidade: dizer densamente muita coisa por meio de poucas, quase nenhumas palavras, organizadas numa sintaxe que parece fechar a comunicação, mas na verdade multiplica as suas possibilidades. Denso, breve, fulgurante, o seu verso é rico e quase inesgotável, convidando o leitor a voltar diversas vezes, a procurar novas dimensões e várias possibilidades de sentido.” A sua fortuna crítica inclui análises de Marilena Chauí, Augusto Massi, Flora Süssekind, Davi Arrigucci Jr., Alcides Villaça, Haquira Osakabe e muitos outros que se interessaram pela sua pequena mas sugestiva obra. Em 2015, Gustavo de Castro publicou o livro O Enigma Orides, biografia da poeta.

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